21 de nov. de 2011

A Linguagem do Tamborim na Escola de Samba

por Cebola



Artigo acadêmico sobre a história do tamborim, desenvolvido pela Dra. Marianne Zeh da Escola de Música da UFRJ.  Muito bom!
Link: http://www.academiadosamba.com.br/monografias/MarianaZeh.pdf
[This UK website has an English version of the article above on the History of Tamborim]

Alguns pontos que eu não sabia e achei muito interessantes:
  • Antigamente, o "teleco-teco" era chamado de "feijão-com-arroz".  Além disso, os tamborinistas levavam para o desfile várias baquetas porque estas eram feitas de bambu e se quebravam facilmente
  • A baqueta de acetal foi inventada por um diretor de tamborim da Imperatriz Leopodinense.  Esta baqueta, de uma só ponta, viabilizou o carreteiro "3 por 1".
  • Antes disso, as baquetas de bambu só permitiam aquele carreteiro "2 por 1" antigo, que no fundo era uma quiáltera (no tempo de uma subida comum), só que bem imprecisa. Na minha opinião, esse carreteiro antigo é horroroso.  Até onde eu sei, todas as Escolas de Samba e São Paulo e Rio já evoluiram para o "3 por 1".  Inclusive, hoje usamos o termo "2 por 1" para uma síncope que, mantendo o tempo binário do samba, altera a acentuação e a direção dos ataques. Neste vídeo da Bateria S/A na Balatucada 2011 podemos ver claramente os tamborins executando esse "2 por 1 moderno" aos 8min24s
  • Nos anos 90, a Mocidade Independente desfilava com cerca de 70 tamborins (!).  Era a ala mais concorrida da bateria
  • A sofisticação dos desenhos de tamborim cresceu muito quando um ritmista da Mocidade teve que deixar o surdo de terceira por motivos de saúde e se tornou diretor de tamborim. Foi ele quem introduziu os arranjos estilo "diálogo" (i.e., entre as frases da letra do samba-enredo).  Antes disso, os desenhos de tamborim se restringiam ao teleco-teco, carreteiro, subida, e arranjos "em cima da letra".
  • A Mocidade Independente foi a principal responsável pela introdução das coreografias na ala de tamborim